A recuperação mobilizou dez empresas prestadoras de serviços e cerca de 150 funcionários. O Flamengo deslocou para o Maracanã trabalhadores que atuavam nas obras da Ilha do Urubu, no Luso-Brasileiro, Ilha do Governador. Havia lixo para recolher, cadeiras quebradas a consertar, divisórias entre torcidas para reforçar e instalações para recuperar. Escadas rolantes e elevadores também foram colocados em funcionamento. Tudo isso foi registrado pelo GloboEsporte.com em reportagem publicada em 2 de março de 2017.
O custo apareceu na bilheteria. Após a partida contra o San Lorenzo, Rodrigo Mattos informou no UOL que os reparos, incluindo energia e recuperação do gramado, consumiram R$ 1,7 milhão. Somadas as despesas da própria partida, restaram ao Flamengo R$ 638 mil de uma arrecadação de R$ 3,688 milhões: aproximadamente 17% da renda. O clube conseguiu jogar, mas parte expressiva do dinheiro arrecadado serviu para recuperar o estádio.
A administração formal veio depois. O contrato foi assinado em 12 de abril de 2019, com início da gestão de Flamengo e Fluminense no dia 19. O acordo previa que os clubes assumiriam custos fixos estimados em R$ 2 milhões mensais, além do pagamento de R$ 166,7 mil por mês ao governo estadual. Começava ali outra etapa, com responsabilidade cotidiana pela operação e manutenção do Maracanã.
Portanto, o Flamengo bancou intervenções para conseguir utilizar um Maracanã deteriorado. Com o Fluminense, passou a administrar o complexo esportivo provisoriamente de abril de 2019 a setembro de 2024, por meio de um Termo de Permissão de Uso renovado sucessivamente. O contrato de concessão por 20 anos foi assinado em 27 de setembro de 2024, após vencerem a licitação. Abrange a administração, operação e manutenção do estádio e do ginásio Maracanãzinho.


