O Spotify está prestes a ganhar uma nova função no Brasil. A partir de 15 de outubro, a plataforma de streaming passa a oferecer audiolivros no País, incorporando o formato ao mesmo aplicativo que já reúne músicas, podcasts e outros conteúdos de áudio.
A estreia brasileira faz parte de uma expansão internacional do serviço, que deve alcançar mais de 180 mercados até o fim de 2026. A companhia também prevê um catálogo global superior a 350 mil títulos em diferentes idiomas, enquanto a oferta brasileira inicial terá mais de 6 mil obras narradas em português.
Entre os autores que chegam à plataforma estão nomes conhecidos da literatura brasileira, como Jorge Amado, Paulo Coelho, Raphael Montes e Eliana Alves Cruz. O catálogo também reúne obras de editoras como Companhia das Letras, Melhoramentos, Dialética e Saga Egmont.
Para quem já possui uma assinatura Premium elegível, parte do conteúdo estará disponível sem cobrança adicional. O benefício inclui 12 horas de audição por mês. O tempo é renovado a cada ciclo de cobrança e o saldo que não for utilizado não é acumulado para o mês seguinte.
O modelo, no entanto, não se limita às horas incluídas na assinatura. Quem quiser ampliar o período de escuta poderá contratar o Audiobooks+, uma opção adicional oferecida pelo Spotify para quem pretende consumir mais livros em áudio. Os valores e condições podem variar de acordo com o mercado.
A experiência também foi pensada para aproximar o áudio da leitura tradicional. Um dos recursos é o Page Match, que permite ao usuário alternar entre um livro físico ou digital e sua versão em áudio. A ferramenta utiliza o código ISBN da obra para identificar o título e acompanhar o ponto correspondente da leitura. Segundo o Spotify, mais de 1 milhão de pessoas já utilizaram o recurso em outros mercados.
Dentro do aplicativo, os audiolivros terão um espaço próprio. A plataforma também pretende utilizar os hábitos de cada usuário para sugerir títulos, seguindo uma lógica semelhante à utilizada nas recomendações de músicas e podcasts.
Outras ferramentas incluem marcadores automáticos, que registram o momento em que a reprodução foi interrompida, e um temporizador para quem prefere ouvir um livro antes de dormir. A velocidade de reprodução também pode ser ajustada, embora a utilização das horas incluídas seja contabilizada com base na duração normal da obra.
De acordo com dados divulgados pelo próprio Spotify, o número de ouvintes mensais do formato aumentou quase 40% no último ano, enquanto o total de horas consumidas avançou mais de 30%.
A expansão coloca o Spotify em uma disputa cada vez mais ampla pelo mercado de conteúdo em áudio. A empresa, que construiu sua presença global principalmente a partir da música, vem ampliando seu portfólio para outras formas de entretenimento e informação.
No caso dos audiolivros, a estratégia começou a ganhar força há alguns anos. O serviço foi incorporado aos planos Premium em determinados mercados e, posteriormente, passou a contar com modelos específicos de assinatura e compra de horas adicionais. Atualmente, a empresa afirma ter mais de 800 mil audiolivros disponíveis globalmente, reunindo obras de quase 300 editoras e mais de 50 mil autores.


