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O Spotify divulgou nesta quinta-feira (8) o estudo Culture Next 2026 (Edição Brasil) com dados sobre os hábitos de consumo, saúde mental, identidade e comportamento da Geração Z. O documento destaca que, na passagem para a vida adulta, esses jovens priorizam a construção da própria identidade ao redor de paixões e comunidades, o que os afasta de marcos tradicionais.
A pesquisa, elaborada pela plataforma de streaming, detalha quatro pilares de comportamento:
- busca por autonomia via exercícios e jogos
- preferência por podcasts autênticos em vez de conteúdos gerados por IA
- gestão de emoções por meio de gêneros como suspense e crimes reais
- engajamento nos chamados fandoms (ambientes digitais onde fãs se conectam, o que gera pertencimento coletivo), sendo que 3 em cada 5 pessoas da Geração Z no Spotify declaram que esses espaços são parte essencial de quem são.
Outros dados do levantamento revelam que os podcasts em vídeo estão concentrando cada vez mais audiência. Nos últimos 18 meses, houve um crescimento de 75% na participação do vídeo nos streams de podcasts nessa faixa etária (pessoas nascidas entre 1997 e 2010). Além disso, 80% assistem aos programas para se aprofundar em temas de interesse e 63% dizem consumir o formato para se sentirem menos sozinhos ou mais conectados.
Do ponto de vista de quem cria conteúdo, o estudo demonstra que estar no reprodutor de áudio e vídeo pode ser favorável para a relação com os fãs da Geração Z, pois 1 em cada 3 jovens brasileiros considera que o Spotify torna a relação mais pessoal com os artistas do que as redes sociais são capazes de proporcionar. Soma-se a esse dado a constatação de que 2 em cada 3 entrevistados acreditarem que o streaming com mais de 700 milhões de usuários torna a experiência de ser fã mais envolvente e prazerosa.
O relatório orienta também marcas a aproveitarem a cultura de engajamento na plataforma, integrando-se de forma orgânica a momentos de alto impacto emocional e interações cotidianas desse público.


