Ele tem nome de um animal fofo e se tornou um dos cantores mais ouvidos do país. Se você não sabe de quem estamos falando, não acompanha a música sertaneja! O Panda chegou ao estrelato depois de anos tocando em bares. Em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular, ele relembra o início da carreira e conta como lida com o sucesso atual.
O cantor Jonathan Anjos nasceu em São Paulo e ganhou o primeiro violão aos 12 anos. Aos 15, fez o primeiro show em um bar, por apenas R$ 100. Depois de se mudar para Mato Grosso, trabalhou como entregador de tinta, mas voltou a cantar em bares e festas. Em Goiânia, decidiu transformar o artista de boteco em um nome nacional. O apelido Panda surgiu por sugestão do empresário Rafael Cabral, que buscava uma identidade marcante para o cantor.
A trajetória até o sucesso teve dificuldades. Panda conta que chegou a pensar em desistir para dar melhores condições à família. Ele e a esposa, Shirley, enfrentaram uma fase difícil em Goiânia e passaram os primeiros meses dormindo no chão. A virada veio com o lançamento da música “Baqueado”, que impulsionou a carreira. Hoje, o cantor chega a fazer de 25 a 28 shows por mês.
Além da voz e do repertório, os figurinos ousados viraram marca registrada. Em casa, ele guarda peças especiais e presentes dos fãs, por quem diz ter muito carinho. Panda também usa a visibilidade para defender a inclusão de pessoas com deficiências ocultas e condições como síndrome de Down, autismo e cardiopatia congênita. Pai de Antony, que tem síndrome de Down e passou por uma cirurgia cardíaca, ele afirma que informação e acolhimento são fundamentais para ajudar outras famílias.
A esposa destaca o lado familiar do artista e lembra que ele sempre sonhou em ser pai. Os dois se conheceram por um aplicativo de relacionamentos e se casaram cinco dias depois. Juntos há quase dez anos, atravessaram dificuldades antes de viverem a atual fase de prosperidade.
Para cuidar da saúde mental e espiritual, Panda decidiu desativar as redes sociais e parar de beber. Ele quer mostrar que não precisa de álcool para subir ao palco e animar o público. O cantor também participa do projeto “Balaio”, que mistura forró e sertanejo. Xand Avião e Zé Vaqueiro elogiam não apenas o talento musical, mas também o carinho e a generosidade do artista.
Mesmo com a fama, Panda diz que ainda sente frio na barriga antes de cada apresentação. O ritual é reunir a equipe, fazer uma oração e agradecer a Deus pela oportunidade de cantar e emocionar o público.
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