O Ministério Público entendeu que havia motivos para acompanhar o caso porque considera o Corinthians um patrimônio cultural e avalia que uma eventual crise no clube pode afetar milhões de torcedores. O órgão também levou em conta a relação financeira dos torcedores com a instituição.
São pessoas que colocam dinheiro no clube, pagam ingresso, compram produtos licenciados e participaram da vaquinha da Fiel. Entendemos que cabia a intervenção do Ministério Público para tutelar o patrimônio cultural e também essa coletividade de torcedores.
Luiz Ambra
Segundo Ambra, três pontos foram considerados para iniciar a investigação: o tamanho da dívida do Corinthians, as disputas políticas internas e informações sobre possíveis irregularidades cometidas por dirigentes. Esses fatores, de acordo com o promotor, formaram o cenário que levou o MP a abrir o procedimento.
O cenário que tínhamos era a notícia de uma dívida gigantesca que poderia inviabilizar a própria existência do clube. Além disso, o ambiente político dificultava que fossem tomadas medidas necessárias para superar esse momento. E havia notícias de ilícitos penais cometidos em tese por ex-dirigentes e que, em tese, lesavam o clube.
Se o MP encontrar elementos suficientes, poderá pedir à Justiça que determine uma intervenção. Isso não significaria necessariamente a saída imediata da atual diretoria nem uma mudança no modelo de funcionamento do clube.
A intervenção, segundo Ambra, consistiria na escolha de uma pessoa para assumir determinadas tarefas no Corinthians durante um período limitado. O objetivo seria resolver os problemas definidos pela Justiça e, depois disso, devolver o comando do clube ao funcionamento normal.


