Estádio Hailé Pinheiro – Serrinha (Foto – Diário de Goiás)
A crise financeira do Goiás Esporte Clube ganhou um novo capítulo com a divulgação dos números referentes ao mês de agosto. O Verdão voltou a fechar o período no vermelho, desta vez com déficit na casa de R$ 4,2 milhões. Dos oito balancetes mensais publicados em 2026, sete apresentaram resultado negativo. Fevereiro segue como a única exceção, mês em que o Goiás havia registrado superávit. Em julho, por exemplo, o déficit havia sido de R$ 2,2 milhões.
Entre os números de agosto, chama atenção mais uma vez o custo do futebol profissional. O departamento consumiu aproximadamente R$ 5,4 milhões somente no mês, valor elevado para a realidade do futebol goiano e que ajuda a dimensionar o tamanho da estrutura mantida pelo clube. Em julho, o gasto havia sido ainda maior, chegando a R$ 5,7 milhões.
Outro número significativo está nas despesas administrativas e gerais, que ficaram na casa de R$ 2 milhões em agosto. O valor também representa um crescimento importante na comparação com julho, quando esse grupo de despesas havia ficado em aproximadamente R$ 1,2 milhão. O cenário reforça uma tendência observada ao longo da temporada: as receitas não têm conseguido acompanhar o nível de despesas do clube, provocando déficits recorrentes e aumentando a pressão sobre o caixa.
A situação contábil tem reflexos diretos no dia a dia do Goiás. Funcionários ainda aguardam o pagamento referente ao mês de agosto. No elenco profissional, existem duas folhas salariais em atraso, além de dois pagamentos de direitos de imagem, referentes a julho e agosto. O clube também possui aproximadamente cinco premiações por objetivos alcançados no Brasileirão ainda não quitadas com os jogadores. Os atrasos aumentaram a insatisfação interna justamente em um momento decisivo da temporada.
Como forma de protesto, jogadores e comissão técnica deixaram de atender à imprensa após a vitória frente o Avaí na Serrinha. A manifestação ocorre diante das pendências financeiras e de compromissos de pagamento que, segundo o elenco, foram apresentados pela diretoria, mas ainda não foram cumpridos integralmente. Com sete déficits em oito meses, despesas elevadas e compromissos em atraso, o Goiás atravessa a pior crise financeira de sua história – situação que vai além dos números dos balancetes e já interfere diretamente no ambiente do futebol profissional.
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