Por Matheus Braga
· 3 min de leitura
O tropeço sem gols contra o Náutico na noite desta segunda-feira (19) não custou apenas dois pontos preciosos para o Goiás na Série B. Com o apito final na Serrinha, o técnico Mozart enfrentou fortes vaias e protestos das arquibancadas, irritadas com a falta de ímpeto ofensivo e com a chance desperdiçada de encostar no G-6 após os tropeços dos rivais diretos.
As manifestações de descontentamento começaram ainda no decorrer do segundo tempo, ganharam força a cada substituição e culminaram em xingamentos direcionados ao treinador no caminho para os vestiários. Na entrevista coletiva, porém, o comandante alviverde tratou de minimizar as vaias com uma dose de ironia.

O desabafo bem-humorado de Mozart
Questionado sobre a reação hostil dos torcedores após o 0 a 0, Mozart declarou compreender a insatisfação, mas brincou sobre quem realmente acaba pagando o pato nos momentos de crise:
“Em relação às críticas, está tudo certo. Faz parte. Coitada é da minha mãe, pois sobra é para ela. Que não tem nada a ver com a história. Quando ganha, o treinador é o melhor. Quando empata ou perde, o treinador não sabe de nada. Esse é o mundo em que a gente vive.”
A declaração sintetiza a volatilidade do ambiente no futebol brasileiro. Se há poucas semanas o treinador era celebrado por estabilizar o time no sistema 4-4-2 e engatar vitórias seguidas contra Athletic-MG e Operário-PR, a incapacidade de furar o ferrolho do Náutico em Goiânia reabriu a cobrança pela baixa produção ofensiva da equipe ao longo da competição.
Pressão máxima para as rodadas decisivas

Apesar da postura descontraída diante dos microfones, a pressão interna sobre a comissão técnica aumentou consideravelmente:
- Paciência no limite: a torcida esmeraldina compareceu na expectativa de ver o time cortar a distância para o G-6 para dois pontos, mas viu o Verdão esbarrar em um dos piores visitantes do torneio;
- Cenário de “tudo ou nada”: agora com 49 pontos na 9ª posição, o Goiás viu sua margem de erro ser completamente eliminada;
- Obrigatoriedade de vitórias: para seguir sonhando com o acesso nos quatro jogos que restam (Ceará, CRB, Ponte Preta e Sport), Mozart precisará vencer todos os confrontos para chegar aos 61 pontos e reconquistar o apoio das arquibancadas.
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