Para identificar se um cenário é grave, é preciso avaliar o contexto de cada clube, cruzando os valores com as receitas e a capacidade de pagamento. Além disso, a existência da dívida não significa calote ou pagamentos em atraso.
Mas um outro levantamento da Anresf ajuda a estabelecer um cenário mais amplo e preciso sobre a capacidade — ou falta dela — que os clubes estão para cumprir seus compromissos no dia a dia.
Considerando os relatórios do meio do ano, tendo 30 de junho como data de recorte, 13 de 20 clubes da Série A declararam alguma dívida em atraso.
Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Fluminense, Grêmio, Internacional, Remo, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória registraram à Anresf algum atraso com impostos/compromisso junto ao poder púbico. Isso dialoga com o fato de esse tipo de endividamento ser mais o representativo na virada do ano.
O que Anresf tem feito inicialmente é recumendar o pagamento e dar advertências a quem atrasou algum tipo de parcelamento tributário.
Para dívidas com outros clubes, há quatro casos mais graves, envolvendo dívidas de transferências, que receberam um tranfer ban condicional: se em até 45 dias não quitarem valores atrasados, Atlético-MG, São Paulo, Grêmio e Inter podem ficar proibidos de registrar novos jogadores.


