O Corinthians pagou a parcela de julho com atraso e apenas parcialmente, e não repassou a de agosto – o valor totaliza R$ 10 milhões. À Justiça, a administradora diz que, além de atrasar os pagamentos, o clube não enviou os documentos solicitados referentes à agosto e setembro e ignorou reiterados pedidos por e-mail.
A Laspro aponta ainda que a lista de pagamentos e rateios no site do Corinthians está atualizada só até junho, que clube não respondeu às perguntas mais recentes da administradora e que faltam demonstrações contábeis assinadas, o relatório gerencial de setembro, os extratos e os comprovantes de pagamento de agosto.
A empresa dá um prazo de cinco dias para a comprovação dos pagamentos em atraso e entrega dos documentos, e alerta: “ausência de regularização das obrigações no prazo assinalado poderá ensejar a revogação dessa medida e a retomada dos atos executivos individuais”.
O Ministério Público de São Paulo também cobra o Corinthians pelos R$ 10 milhões, diz que o clube adota “opacidade contábil” e alerta para risco de “degeneração” do RCE. O órgão propõe um prazo final de 15 dias para pagamento, sob pena de revogar o plano e permitir a retomada de penhoras e bloqueios individuais.
Três credores já se posicionaram sobre o descumprimento e pediram a volta dos bloqueios nas contas do clube.
Além dos R$ 10 milhões em atraso, a administradora, o MP e os credores também pedem explicações sobre um pagamento de R$ 26 milhões à Caixa informado, mas não comprovado pelo Corinthians em junho, e que reduziu o valor que seria pago aos credores.

