Por Ana Livia
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O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, voltou a se manifestar sobre a crise administrativa enfrentada pelo Esmeraldino. Ao comentar os problemas acumulados nos últimos três anos, o dirigente afastou sua responsabilidade pelas decisões da gestão e direcionou as cobranças às pessoas que participaram da escolha da diretoria executiva.

A declaração acontece em um momento de dificuldades financeiras, atrasos salariais e movimentações políticas para as eleições de dezembro, que definirão o comando do clube entre 2027 e 2029.
Paulo Rogério aponta responsáveis pela crise do Goiás
Ao analisar os problemas administrativos enfrentados pelo Verdão, Paulo Rogério afirmou que as explicações precisam partir daqueles que participaram da formação da diretoria responsável pelo período.
“Sobre o que aconteceu nestes três anos, quem tem de falar é quem colocou esta diretoria lá. Todos sabem quem colocou essa diretoria lá, mas não têm coragem de dizer. Dessa eu estou fora”
A declaração chama atenção pelo posicionamento do presidente do Conselho Deliberativo, que vem sendo questionado por parte da torcida em razão das dificuldades enfrentadas pelo Goiás.
Apesar das críticas, Paulo Rogério sustenta que não participou diretamente da condução do departamento de futebol durante a temporada de 2026.

Anteriormente, o dirigente também afirmou que não frequentou treinamentos neste ano e que sua atuação esteve concentrada principalmente na tentativa de solucionar problemas financeiros.
Na nova manifestação, Paulo Rogério não identificou nominalmente quem considera responsável pela escolha da diretoria, deixando a cobrança direcionada aos envolvidos na formação da gestão.
Paulo Rogério explica situação de Munir Calixto no Goiás
Outro ponto abordado pelo dirigente foi a situação do atual presidente executivo, Munir Calixto Júnior.
Munir assumiu o comando administrativo após a renúncia de Aroldo Guidão Filho e permanecerá na função até a realização das eleições.
Ao comentar a chegada do dirigente à presidência, Paulo Rogério resumiu:
“Assumiu para tapar o buraco até o fim do ano”
A fala reforça o caráter temporário da atual administração, que terá a responsabilidade de conduzir o clube até a posse da nova diretoria.
Goiás terá eleições em meio à crise financeira
O processo eleitoral está marcado para 1º de dezembro, quando serão escolhidos o presidente executivo e os vice-presidentes para o triênio 2027-2029.
Enquanto isso, o Goiás trabalha para regularizar pendências financeiras com jogadores e organizar o planejamento da próxima temporada.
O clube também enfrenta a perspectiva de uma reformulação significativa no elenco, já que apenas 11 atletas possuem contratos para 2027.
Com a eleição se aproximando, as declarações de Paulo Rogério ampliam o debate sobre as responsabilidades administrativas no Goiás e aumentam a expectativa por esclarecimentos sobre as decisões tomadas nos últimos anos.
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