Passos do tamanho da perna
Mirassol e Chapecoense são clubes com pouca torcida, do interior dos respectivos estados, mas que não estão dispostos a arriscar a saúde financeira em nome de um projeto megalomaníaco.
Estruturado, o Mirassol foi a grande surpresa da Série A no ano passado. Mesmo estreando na elite, terminou em quarto e disputou a Libertadores deste ano. Ou seja, o clube navegou por águas que não tinha passado antes, mesmo tendo uma das menores receitas da Série A (R$ 183 milhões, em 2025) e sem fazer investimentos fora da curva.
A Chape voltou para a elite este ano e prefere cair organizada do que dar all in na tentativa desesperada de ficar na Série A. O clube está disposto a aguentar o baque de ser o primeiro rebaixado.
“Já sabíamos que seria um ano difícil. Mas daí a fazer loucuras e endividar o time, não. O mundo não acaba em dezembro. Tenho que manter o clube saudável financeiramente, senão eu volto para a Série B arrebentado. Quando o clube cai estruturado, com dinheiro em caixa, consegue fazer grande campanha”, disse Alex Passos, presidente da Chape, ao UOL.
Quem se mantém na linha em relação ao que a agência do fair play diz já está mirando o aumento da rigidez das regras a partir do ano que vem.


