Por Ana Livia Dias
· 3 min de leitura
O Atlético-GO voltou a aparecer na lista de clubes punidos com transfer ban pela FIFA, mesmo após ter realizado o pagamento de uma dívida envolvendo o ex-jogador Alejo Cruz. O Dragão chegou a deixar a relação de equipes sancionadas, mas voltou a ser listado devido a uma divergência sobre valores adicionais cobrados pela defesa do atleta uruguaio.

A situação chamou a atenção dos torcedores rubro-negros, principalmente porque o clube havia conseguido resolver a pendência financeira que motivou a punição inicial.
Em comunicado encaminhado à imprensa, o Atlético-GO explicou que a nova discussão envolve a cobrança de juros relacionados ao processo já quitado.
Por que o Atlético-GO voltou ao transfer ban?
Segundo o clube, a dívida principal envolvendo Alejo Cruz já havia sido paga, permitindo que o Atlético-GO deixasse temporariamente a lista de sanções da FIFA.

Entretanto, a defesa do jogador apresentou uma cobrança adicional referente a taxas de juros, provocando uma nova divergência financeira.
Em nota encaminhada à imprensa, o Dragão esclareceu:
“A defesa de Alejo Cruz está alegando a cobrança de algumas taxas de juros relativas ao processo que já havia sido quitado. O Atlético Goianiense está verificando a legitimidade dessas cobranças.”
Dessa maneira, o novo impasse não envolve, segundo a versão do Atlético-GO, a falta de pagamento da dívida principal, mas valores complementares cuja legitimidade ainda está sendo analisada.
O clube não informou o montante exigido pela defesa do atleta nem apresentou um prazo para solucionar a situação.
O que significa o transfer ban para o Atlético-GO?
O transfer ban é uma sanção que impede um clube de registrar novos jogadores enquanto determinada pendência não for resolvida.
Na prática, caso a restrição permaneça ativa, o Atlético-GO poderá encontrar dificuldades para inscrever reforços nas próximas janelas de transferências.
A punição não significa necessariamente que o clube esteja impedido de negociar atletas, mas limita o registro de novas contratações.
Por isso, a regularização é importante para o planejamento da temporada de 2027, quando o Dragão precisará avaliar a manutenção do elenco e possíveis reforços.
Atlético-GO busca resolver nova pendência com Alejo Cruz
O caso acontece em um momento no qual o Atlético-GO também enfrenta desafios financeiros fora de campo.
Recentemente, o presidente Adson Batista confirmou o desembolso de mais de R$ 6 milhões para regularizar salários, direitos de imagem e pendências de FGTS com os jogadores.
Agora, a diretoria terá que lidar com mais uma questão administrativa, desta vez relacionada à cobrança apresentada pela defesa de Alejo Cruz.
A principal diferença é que o Atlético-GO afirma já ter quitado o processo original e questiona a legitimidade dos juros adicionais.
Ainda não há confirmação sobre quando a nova restrição poderá ser retirada.
Para o torcedor rubro-negro, a expectativa é que a situação seja esclarecida rapidamente, evitando que o planejamento do Dragão para a próxima temporada seja prejudicado.
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