
O Juventude demonstrou poder de reação e maturidade competitiva ao buscar duas vezes a desvantagem no placar e empatar em 2 a 2 contra o Vila Nova, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. Em uma partida marcada por chuva forte e gramado pesado, o ponto conquistado fora de casa manteve o Papo firme na zona de acesso direto à Série A do Campeonato Brasileiro e travou um concorrente direto na tabela.
Após a partida, o técnico Maurício Barbieri ressaltou o valor estratégico do resultado e a capacidade do elenco alviverde de superar as adversidades do confronto.
— O fato de conseguirmos segurar um concorrente direto é positivo. Vínhamos de algumas rodadas disputando a alternância no G-2 com o Vila Nova e com o Novorizontino. Se não conseguíssemos a vitória, o fundamental era evitar que o Vila somasse três pontos. Alcançamos esse objetivo, ainda mais levando em conta tudo o que aconteceu na partida: ficamos duas vezes em desvantagem no placar sob forte chuva e fomos buscar o empate. É um ponto fundamental e um resultado que segura um rival direto — analisou Barbieri.
Acesso “nas nossas mãos”
Projetando o próximo compromisso do Papo — que enfrentará o calor de Cuiabá na sequência da Série B —, o comandante alviverde reforçou que a vantagem matemática na briga pelo acesso à elite nacional permanece sob o controle do Juventude.
— O principal ponto positivo deste empate é que continuamos dependendo apenas de nós mesmos para conquistar o acesso direto entre os dois primeiros colocados. Isso está nas nossas mãos. Sabemos que jogar em Cuiabá é sempre difícil e complicado — por mais que o adversário não tenha grandes aspirações na tabela neste momento —, pois há o fator calor e outras circunstâncias envolvidas. O nosso foco agora é na recuperação dos atletas para trabalhar muito bem este jogo e buscar a vitória, que é o que nos interessa lá — destacou o treinador.
União do vestiário
Outro ponto exaltado por Barbieri foi o espírito coletivo do grupo. Mesmo lesionados e sem condições de atuar, lideranças como o lateral Alan Ruschel e o atacante Alan Kardec fizeram questão de viajar com a delegação até Goiás para apoiar os companheiros nos bastidores.
— É importante frisar que partiu dos próprios atletas o desejo de viajar e acompanhar o grupo neste jogo. Isso demonstra o quanto todos estão comprometidos e se sentem parte do processo. Todos têm um desejo enorme de entregarmos o primeiro objetivo, que é o acesso direto, e depois brigar pelo título. Precisamos manter os pés no chão. Sermos campeões hoje não depende só de nós, mas o acesso direto, sim, está em nossas mãos. Pelos confrontos que virão, inclusive do próprio Novorizontino, temos chance de brigar pela taça e, se essa possibilidade for real, faremos de tudo para levar esse título para Caxias do Sul — concluiu Maurício Barbieri.


