Trata-se de uma ameaça, obviamente. Primeiro: o mercado das bets quase não gera empregos. Então, naturalmente, ele não estava falando desse mercado.
O que ele estava dizendo era, na real, uma ameaça: sem as bets, o futebol vai ser obrigado a demitir em massa. Vejam só que drama. Os super gestor não tem um plano alternativo e terá que colocar o trabalhador na rua em vez de vender jogadores.
Na sequência, o representante do Botafogo achou que comoveria muita gente dizendo que o Botafogo nunca tinha tido um patrocinador tão bom como as bets e ameaçou o futebol feminino: sem bets, é ele que vai pagar a conta sugeriu o dirigente.
O Botafogo conta com um plano de recuperação judicial e as bets ajudariam o Fogão a sair dessa situação, disse ele. O que ele não disse: que a situação de calamidade administrativa foi criada pelos mesmos homens que agora choram pelo dinheiro das bets.
Ô mô deuso: coitado do Botafogo. A mãe de família que perdeu o filho endividado com as casas de apostas que se dane.
O representante do Flamengo, o primeiro a falar, celebrou a responsabilidade fiscal adotada pelo clube (viva a austeridade) e limitou seu prato a dizer que precisa do dinheiro das bets para seguir honrando seus contratos: são 1200 empregados que estarão em risco, ameaçou.


