Por Ana Livia Dias
· 4 min de leitura
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, comentou a oscilação da equipe na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro e apontou os problemas financeiros e o desgaste psicológico dos jogadores como fatores que contribuíram para a queda de rendimento do Dragão.

Após uma recuperação expressiva na competição, o Atlético-GO passou a enfrentar dificuldades para conquistar vitórias, situação que provocou cobranças da torcida e questionamentos sobre o comprometimento do elenco.
Entretanto, Adson Batista rejeitou as acusações de que os jogadores estariam fazendo corpo mole ou entregando partidas. Para o dirigente, o ambiente de instabilidade vivido pelo clube acabou afetando o lado emocional dos atletas.
Adson Batista explica queda de rendimento do Atlético-GO
Ao analisar o momento do Dragão, o presidente reconheceu que os problemas financeiros contribuíram para criar um ambiente de tensão dentro do clube.
“Nós passamos por um momento de oscilação, um momento em que também o clube teve seus problemas financeiros, e isso cria uma instabilidade, cria um ambiente negativo de murmuração. As pessoas vivem do passado: ‘Ah, está entregando jogo, fazendo corpo mole’. Não é isso. É o mental, às vezes a família cobrando”

A declaração demonstra que Adson Batista enxerga a queda de rendimento como uma questão que vai além dos aspectos técnicos e táticos.
O dirigente acredita que a pressão psicológica também interfere no desempenho dos jogadores, principalmente em uma fase decisiva da competição.
A fala ainda representa uma defesa pública do elenco diante das críticas que surgiram após os resultados negativos.
Crise financeira afetou ambiente do Atlético-GO
O Atlético-GO enfrentou recentemente uma crise interna provocada por atrasos nos pagamentos aos jogadores.
Na ocasião, o elenco divulgou uma nota oficial cobrando salários, direitos de imagem e pendências relacionadas ao FGTS.
Posteriormente, Adson Batista confirmou o pagamento de mais de R$ 6 milhões para regularizar as obrigações financeiras.
Apesar da solução anunciada pela diretoria, o episódio provocou desgaste entre as partes justamente quando o clube precisava de tranquilidade para disputar o acesso.
Agora, Adson reconhece que os problemas administrativos podem ter contribuído para a instabilidade emocional da equipe.
Atlético-GO tenta recuperar confiança na reta final
Dentro de campo, o Dragão atravessa uma sequência de quatro partidas sem vitória.
A equipe empatou com Sport, Ponte Preta e Fortaleza, além de perder para o Novorizontino, resultados que prejudicaram sua posição na disputa pelo G6.
Mesmo assim, o presidente demonstrou satisfação com a postura apresentada no empate por 0 a 0 contra o Fortaleza, quando destacou a entrega dos jogadores e o trabalho do técnico Roger Silva.
A avaliação de Adson indica uma tentativa de recuperar a confiança do elenco e diminuir a pressão externa.
Adson defende jogadores das críticas da torcida
As declarações também surgem em meio às manifestações de torcedores que questionam a vontade dos atletas.
Para o presidente, porém, não é correto atribuir automaticamente os resultados negativos à falta de comprometimento.
A prioridade do Atlético-GO agora é transformar a recuperação emocional em resultados dentro de campo.
Com apenas duas rodadas restantes na fase classificatória, o Dragão precisa voltar a vencer para manter vivo o sonho do acesso à Série A de 2027.
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