Brasil
Cantora morreu aos 26 anos em acidente aéreo, mas segue entre os nomes mais ouvidos do Brasil; músicas ultrapassam bilhões de reproduções
Por Caroline Vale

A cantora Marília Mendonça durante um de seus shows. | Divulgação
Cinco anos após a morte de Marília Mendonça, completados nesta quinta-feira (5), a cantora e compositora continua presente na música brasileira e segue conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais. Conhecida como a “Rainha da Sofrência”, a artista morreu aos 26 anos, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga, no interior de Minas Gerais.
Era uma sexta-feira, dia 5 de novembro de 2021, quando Marília publicou um vídeo nas redes sociais embarcando em um avião de pequeno porte. A cantora saiu de Goiânia (GO) com destino a Caratinga (MG), onde faria um show. A aeronave caiu em uma área próxima a uma cachoeira. Além da cantora, outras quatro pessoas morreram: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.
A notícia provocou comoção nacional. Quatro dias antes, em 1º de novembro, Marília havia realizado seu último show, na Arena Lucky Friends, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A apresentação reuniu cerca de 15 mil pessoas.
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A artista deixou um filho, na época com dois anos de idade, com o também cantor sertanejo Murilo Huff. Hoje, Léo Mendonça Huff tem seis anos. Recentemente, em outubro, uma composição que a cantora escreveu para ele durante a gravidez, “Música do Léo”, foi lançada oficialmente e integrou a trilha sonora da série documental “Marília Mendonça: Sentimento Louco”, do Prime Video.

Uma trajetória marcada por recordes
Nascida em Cristianópolis, Goiás, Marília começou a compor aos 12 anos e ganhou reconhecimento inicialmente nos bastidores da música sertaneja. Antes de alcançar o sucesso como intérprete, já tinha composições gravadas por artistas como Jorge & Mateus e Henrique & Juliano.
A projeção nacional veio com músicas em sua voz potente como “Infiel”, “Alô Porteiro” e “Eu Sei de Cor”. Suas letras abordam relacionamentos, traições, desilusões amorosas e independência feminina, dando espaço à perspectiva das mulheres em um gênero historicamente dominado por homens. Assim surgiu o chamado “feminejo”.
Ao longo da carreira, a cantora também acumulou números expressivos nas plataformas digitais:
- Foi a primeira artista brasileira a ultrapassar 10 bilhões de reproduções na plataforma Spotify e posteriormente superou 12 bilhões de streams.
- Mesmo cinco anos após sua morte, mantém mais de 12 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
- Seu canal no YouTube ultrapassou 20 bilhões de visualizações entre o público brasileiro e soma mais de 26 milhões de inscritos.
- Em abril de 2020, alcançou 3,3 milhões de espectadores simultâneos em uma transmissão ao vivo, durante a pandemia de Covid-19. Na ocasião, ela assumiu a liderança do ranking mundial de lives musicais na plataforma.
- Segundo o Ecad, deixou 349 obras musicais cadastradas e centenas de gravações associadas ao seu repertório.

Músicas continuam entre as mais tocadas
Depois da morte da cantora, sua equipe lançou, em 2022, o projeto póstumo “Decretos Reais”, que reuniu gravações inéditas e releituras de clássicos do sertanejo na voz de Marília.
Entre as faixas está “Leão”, que se tornou a mais ouvida no Spotify Brasil na década de 2014 a 2023 e permaneceu por mais de 500 dias consecutivos no ranking diário Top 200.

O legado de Marília também aparece nos levantamentos do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Um estudo divulgado em novembro de 2026 mostra que suas composições continuam entre as mais executadas e regravadas no Brasil.
Desde 2022, a música de autoria da cantora mais executada no país é “Até Você Voltar”, parceria com Juliano Tchula. Na sequência aparecem “Faça Ela Feliz” e “Calma”.
Entre as obras mais regravadas, “Até Você Voltar”, “Faça Ela Feliz” e “O Que Falta em Você Sou Eu” dividem a liderança, com 31 gravações cadastradas cada.
Cinco anos depois da tragédia, Marília Mendonça permanece como uma das vozes mais marcantes do sertanejo brasileiro. Mais do que os recordes, sua trajetória deixou músicas que atravessaram gerações e ajudaram a transformar a maneira como as histórias das mulheres são contadas na música.
5 anos após tragédia, Marília Mendonça mantém legado musicalCantora morreu aos 26 anos em acidente aéreo, mas segue entre os nomes mais ouvidos do Brasil; músicas ultrapassam bilhões de reproduçõesBrasil2026-11-05T11:46:14.304ZCinco anos após a morte de Marília Mendonça, completados nesta quinta-feira (5), a cantora e compositora continua presente na música brasileira e segue conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais. Conhecida como a “Rainha da Sofrência”, a artista morreu aos 26 anos, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga, no interior de Minas Gerais. Era uma sexta-feira, dia 5 de novembro de 2021, quando Marília publicou um vídeo nas redes sociais embarcando em um avião de pequeno porte. A cantora saiu de Goiânia (GO) com destino a Caratinga (MG), onde faria um show. Além da cantora, outras quatro pessoas morreram: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. A notícia provocou comoção nacional. Quatro dias antes, em 1º de novembro, Marília havia realizado seu último show, na Arena Lucky Friends, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A apresentação reuniu cerca de 15 mil pessoas. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A artista deixou um filho, na época com dois anos de idade, com o também cantor sertanejo Murilo Huff. Hoje, Léo Mendonça Huff tem seis anos. Recentemente, em outubro, uma composição que a cantora escreveu para ele durante a gravidez, “Música do Léo”, foi lançada oficialmente e integrou a trilha sonora da série documental “Marília Mendonça: Sentimento Louco”, do Prime Video. Uma trajetória marcada por recordes Nascida em Cristianópolis, Goiás, Marília começou a compor aos 12 anos e ganhou reconhecimento inicialmente nos bastidores da música sertaneja. Antes de alcançar o sucesso como intérprete, já tinha composições gravadas por artistas como Jorge & Mateus e Henrique & Juliano. A projeção nacional veio com músicas em sua voz potente como “Infiel”, “Alô Porteiro” e “Eu Sei de Cor”. Suas letras abordam relacionamentos, traições, desilusões amorosas e independência feminina, dando espaço à perspectiva das mulheres em um gênero historicamente dominado por homens. Assim surgiu o chamado “feminejo”. Ao longo da carreira, a cantora também acumulou números expressivos nas plataformas digitais: Músicas continuam entre as mais tocadas Depois da morte da cantora, sua equipe lançou, em 2022, o projeto póstumo “Decretos Reais”, que reuniu gravações inéditas e releituras de clássicos do sertanejo na voz de Marília. Entre as faixas está “Leão”, que se tornou a mais ouvida no Spotify Brasil na década de 2014 a 2023 e permaneceu por mais de 500 dias consecutivos no ranking diário Top 200. O legado de Marília também aparece nos levantamentos do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Um estudo divulgado em novembro de 2026 mostra que suas composições continuam entre as mais executadas e regravadas no Brasil. Desde 2022, a música de autoria da cantora mais executada no país é “Até Você Voltar”, parceria com Juliano Tchula. Na sequência aparecem “Faça Ela Feliz” e “Calma”. Entre as obras mais regravadas, “Até Você Voltar”, “Faça Ela Feliz” e “O Que Falta em Você Sou Eu” dividem a liderança, com 31 gravações cadastradas cada. Cinco anos depois da tragédia, Marília Mendonça permanece como uma das vozes mais marcantes do sertanejo brasileiro. Mais do que os recordes, sua trajetória deixou músicas que atravessaram gerações e ajudaram a transformar a maneira como as histórias das mulheres são contadas na música. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/5-anos-apos-tragedia-marilia-mendonca-mantem-legado-musical


