Adson Batista – Presidente do Atlético-GO (Foto – Raphael Teixeira)
A possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro como reação à proibição das casas de apostas ganhou força nos bastidores do futebol nacional. Dirigentes discutem medidas para pressionar o Governo Federal diante do impacto financeiro provocado pelo encerramento dos contratos de patrocínio com as bets. Entre as alternativas defendidas pelos clubes está a criação de um período de transição para os contratos já existentes. A paralisação das competições, entretanto, ainda está no campo das discussões e não representa, neste momento, uma decisão formal dos clubes.
A medida do Governo Federal determina o encerramento das atividades das casas de apostas de quota fixa no país e atinge diretamente a publicidade e os contratos de patrocínio. O governo sustenta que a decisão busca enfrentar os impactos sociais, financeiros e de saúde pública relacionados às apostas. Os clubes, por outro lado, reclamam da interrupção de contratos que representavam uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro e argumentam que precisam de tempo para reorganizar seus planejamentos financeiros.
Procurado pela reportagem do Diário de Goiás, o presidente do Atlético Clube Goianiense, Adson Batista, afirmou que seria solidário a uma eventual decisão tomada pela maioria dos clubes. O dirigente rubro-negro criticou a proibição e argumentou que a medida não resolverá o problema dos apostadores compulsivos. “Eu seria solidário à maioria, porque eu achei um absurdo essa questão. Outra coisa, o viciado vai para o site da ilegalidade, vai para a ilegalidade, vai continuar do mesmo jeito. Isso aí é medida só para ver se ganha voto com isso. Infelizmente é assim. E eu vou sempre para o lado da maioria”, afirmou.
Dessa forma, Adson Batista não confirmou que o Atlético-GO defenderá diretamente uma paralisação do Campeonato Brasileiro, mas deixou claro que poderá acompanhar uma mobilização caso essa seja a posição predominante entre os clubes. A discussão ocorre justamente em um momento decisivo da Série B, competição em que o Dragão ocupa a sexta colocação e está envolvido diretamente na disputa pelo acesso à elite do futebol nacional.
No Vila Nova, o vice-presidente Hugo Jorge Bravo também já demonstrou forte insatisfação com a proibição das bets. Em entrevista recente, o dirigente colorado fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando expressões como “lambão” e “ex-presidiário”, além de atribuir motivação eleitoral à decisão do Governo Federal.
Já o Goiás Esporte Clube não apresentou publicamente, até o momento, um posicionamento específico sobre a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro. A possibilidade de interrupção das competições deverá continuar sendo debatida pelos clubes enquanto o futebol brasileiro busca alternativas para diminuir o impacto financeiro provocado pelo fim dos patrocínios das bets.
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