Equipe do cantor afirma que problemas com vistos impediram viagem; contratante diz ter desembolsado mais de US$ 88 mil e contesta versão
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 13:30

O cantor Pablo se pronunciou após ser acusado de dar um calote em uma produtora dos Estados Unidos depois do cancelamento de dois shows que faria no país. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a equipe do artista atribuiu a suspensão das apresentações a problemas no processo migratório e negou que a decisão tenha partido do cantor.>
Pablo se apresentaria nesta sexta-feira (2), em Boston, e no sábado (3), em Newark. As apresentações faziam parte da Turnê EUA 2026, anunciada como uma parceria com Eduardo Costa. Um dos setores de uma das datas já estava com os ingressos esgotados.>
Pablo do Arrocha por Reprodução
A polêmica começou depois que a produtora norte-americana Schuina Productions acusou publicamente o artista de não cumprir o acordo para a realização dos shows.>
Segundo o empresário Adilson Alves Schuina, responsável pela produtora, as despesas relacionadas à viagem já haviam sido pagas quando ele recebeu a informação de que Pablo não embarcaria.>
Após a repercussão, a M&P Produções, responsável pela gestão da carreira de Pablo, apresentou outra versão para o cancelamento.>
Segundo o escritório, a equipe tinha viagem marcada para quarta-feira (30), ao meio-dia, mas integrantes considerados fundamentais para os shows tiveram os vistos negados. Os passaportes de outros profissionais, ainda de acordo com a nota, só teriam sido disponibilizados naquele dia.>
“É importante esclarecer que a impossibilidade de realização das apresentações decorre de circunstâncias supervenientes e alheias à vontade do artista e de sua equipe, relacionadas exclusivamente ao processo migratório, não decorrendo de qualquer decisão unilateral ou conduta atribuível ao artista e sua equipe”, afirmou a empresa.>
Pablo e sua equipe também lamentaram o cancelamento e agradeceram a compreensão do público.>
A versão apresentada pelo escritório do cantor foi contestada pelo contratante. Adilson afirmou que possuía documentos que comprovariam que os procedimentos necessários para a viagem estavam regularizados.>
Segundo ele, mais de US$ 88 mil, cerca de R$ 455 mil na cotação citada pela publicação, já haviam sido desembolsados. O valor incluiria metade do cachê, despesas com petições e passagens em classe executiva para Pablo, a mulher do cantor e o empresário Mário Paim.>
O empresário também alegou que recebeu de Mário a informação de que a equipe não embarcaria e afirmou que teria sido apresentada como alternativa a realização de um show no Brasil.>
“Tenho as petições aprovadas, eu tenho os passaportes com os vistos, eu tenho os prints do consulado de que foram retirados os passaportes, tudo certinho”, declarou Adilson ao contestar a justificativa apresentada.>
Até o momento, portanto, as partes apresentam versões diferentes sobre o motivo que inviabilizou a turnê: enquanto a produtora afirma que a documentação estava regularizada e acusa o artista de descumprir o acordo, a equipe de Pablo sustenta que questões migratórias impediram a realização das apresentações.>



