
(foto: Divulgação/Vila Nova)
O Vila Nova está próximo de conquistar o inédito acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Sob o comando do técnico Guto Ferreira, a equipe colorada lidera a Série B com 61 pontos somados em 33 partidas, restando apenas cinco rodadas para o encerramento da competição.
Segundo dados do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Tigre ostenta 72,2% de probabilidade de subir à elite nacional. Além disso, o clube soma 99,9% de chance de terminar ao menos no G6, zona que garante vaga nos playoffs do acesso.
Exigências da CBF geram desafio no OBA
A campanha vitoriosa no gramado traz à tona um dilema logístico para a diretoria: onde o clube mandará seus jogos na Primeira Divisão em 2027?
De acordo com o regulamento de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a temporada 2026, os estádios da Série A precisam ter capacidade mínima para 12 mil espectadores sentados, além de laudos atualizados e liberação dos órgãos competentes.
Atualmente, o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), casa do clube em Goiânia, tem autorização para receber até 10 mil torcedores — número abaixo da exigência da entidade para a divisão de elite.
As alternativas no radar do Tigre
Em entrevista à TV Brasil Central, o presidente do Conselho Deliberativo do Vila Nova, Leandro Bittar, explicou que a agremiação descarta o Estádio Serra Dourada no momento e estuda duas opções viáveis:
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Estádio Olímpico (Goiânia): Utilizar a praça esportiva estadual (13.500 lugares), desde que a estrutura atenda a todas as exigências operacionais da CBF;
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Reforma do OBA: Realizar adequações e ampliações no próprio estádio, caminho que depende de obras céleres, novos laudos técnicos e autorizações dos bombeiros e órgãos de segurança.
Sobre o dilema, Leandro Bittar encarou a situação com otimismo:
“Esse é o melhor dos problemas, eu acho. Todo torcedor quer ter esse tipo de problema, e nós também. É lógico que a gente precisa analisar os dois cenários, mas não tem muito para onde fugir. Hoje, a gente não tem o Serra Dourada. A gente tem o Olímpico, tem o OBA, e precisa avaliar, dentro daquilo que é necessário para uma disputa de Série A, o que seria possível fazer de melhorias no OBA, para entender se é viável ou não”, declarou o dirigente.
“Acho que, nesse momento, seria isso: trabalhar com esses dois cenários, planejando, mas o foco principal é achar esse problema. Chegar nesse problema é o nosso maior objetivo, que é estar na Série A”, completou.
Prazo curto para adequação
A Série B de 2026 tem encerramento previsto para o fim de novembro. Caso confirme a subida de divisão, o Vila Nova terá um intervalo de pouco mais de dois meses para definir o local de mando e realizar as intervenções necessárias antes da estreia no Brasileirão de 2027, agendado para a última semana de janeiro.
Última participação do Vila Nova na Série A
O Vila disputou a elite do Brasileirão pela última vez em 1985, terminando em 34º lugar dentre 44 participantes. Naquela época, os estaduais ainda funcionavam como meio de classificação para o campeonato nacional.
Desde que a CBF estabeleceu o sistema de acesso e rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o clube goiano alternou entre as Séries B e C, tendo conquistado por três vezes a Terceira Divisão Nacional, além de bater na trave na briga pelo acesso na Segundona em pelo menos quatro ocasiões.


