Por Matheus Braga
· 3 min de leitura
O Atlético-GO terá de superar desfalques de peso em um setor nevrálgico para encarar o jogo mais importante da temporada. Para o confronto decisivo contra o Fortaleza, na próxima segunda-feira (2 de novembro), às 16h, na Arena Castelão, o técnico Roger Silva será forçado a promover mudanças profundas na espinha dorsal da equipe por conta de suspensões automáticas.
O treinador não poderá contar com os volantes Netinho e Daniel Peixoto, titulares absolutos da contenção atleticana, que receberam o terceiro cartão amarelo na derrota por 1 a 0 para o Novorizontino no Antônio Accioly. As baixas exigirão um novo desenho tático justamente no momento em que o clube joga a sua sobrevivência pelo acesso à Série A.

Disputa aberta por duas vagas no meio
Com a ausência da dupla de marcadores, Marrony surge como o único titular de origem disponível no setor para iniciar a partida na capital cearense. O cenário abre uma concorrência direta no elenco, com três opções disputando as duas vagas restantes para formar a trinca de meio-campo:
- Cristiano: Opção experiente para recomposição defensiva e saída de bola sustentada.
- Leandro Vilela: Alternativa de maior força física e combatividade direta na frente da área.
- Henrique Freitas: Peça de ligação com maior dinamismo para abastecer o setor ofensivo.
A definição das duas peças ao longo dos treinos da semana ditará a postura rubro-negra no Castelão: uma formação mais cautelosa para travar a articulação cearense ou uma estrutura equilibrada para tentar surpreender no ataque.

Se o meio-campo gera dor de cabeça, o sistema defensivo terá uma notícia positiva. O zagueiro Junior Barreto, que cumpriu suspensão automática na rodada passada, volta a ficar à disposição da comissão técnica e deve retomar a titularidade imediata, formando a dupla de zaga principal ao lado de Adriano Martins.
A recomposição da defesa é tratada como prioridade para estancar os erros individuais lamentados pelo comandante nos últimos jogos.
A “última cartada” diante de um adversário no topo
A remontagem do time ganha contornos dramáticos diante da matemática da competição. Estacionado nos 54 pontos e na 8ª colocação após deixar o G-6, o Atlético-GO viu sua probabilidade de classificação para os play-offs cair para 15,3% e necessita urgentemente dos três pontos fora de casa.
O desafio é considerado o mais indigesto possível: o Fortaleza ocupa o 4º lugar da classificação geral com 61 pontos — colado no vice-líder Vila Nova (62) e no líder Novorizontino (64) —, além de ostentar a segunda melhor campanha das últimas 10 rodadas e seguir invicto no segundo turno.

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