Por Matheus Braga
· 3 min de leitura
O empate do Atlético-GO diante do Fortaleza na Arena Castelão, pela 36ª rodada da Série B, não evitou um novo tombo na tabela de classificação. Com o resultado, o Dragão chegou a cinco partidas consecutivas sem vitória e desceu para a 9ª colocação, complicando ainda mais o sonho de disputar os play-offs a duas rodadas do fim. No entanto, o presidente Adson Batista fez questão de adotar um tom positivo sobre a postura do time e abordou abertamente os impactos da crise financeira no rendimento dos atletas.
Para o mandatário rubro-negro, o desempenho fora de casa contra um dos concorrentes diretos mais sólidos do campeonato serviu para provar a competitividade do elenco campineiro:
“O importante é que esse ponto com uma equipe que vai estar no playoff – mostrou que o Atlético tem condição de ir para o playoff”, avaliou o presidente.

Cinco jogos de jejum e queda para a nona posição
Apesar do otimismo demonstrado pela diretoria, o cenário na tabela entrou em estado crítico. O Atlético-GO não vence há mais de um mês: a sequência negativa reúne derrotas para CRB e Novorizontino, além de empates com Sport, Ponte Preta e, agora, Fortaleza.
O acúmulo de apenas três pontos em 15 disputados fez a equipe despencar do topo da classificação para o nono posto, deixando o clube a duas rodadas do fim dependendo não apenas de vitórias obrigatórias contra Athletic-MG e Cuiabá, mas de uma ampla combinação de tropeços de seus rivais diretos.
Adson admite impacto de atrasos: “Cria um ambiente de murmuração”
Ao ser questionado sobre a derrocada na reta decisiva, Adson Batista admitiu pela primeira vez de forma aberta o peso que os atrasos salariais e pendências financeiras tiveram no vestiário. O dirigente rebateu teorias de “corpo mole” por parte dos atletas e ressaltou o desgaste psicológico sofrido pelo grupo:
“Nós passamos por um momento de oscilação, um momento em que também o clube teve seus problemas financeiros, e isso cria uma instabilidade, cria um ambiente negativo de murmuração. As pessoas vivem do passado: ‘Ah, está entregando jogo, fazendo corpo mole’. Não é isso. É o mental, às vezes a família cobrando”, explicou o mandatário.

A declaração contextualiza o recente atrito vivido no CT do Dragão, quando o elenco publicou uma nota cobrando salários, direitos de imagem e encargos atrasados, cenário que demandou um aporte de R$ 6 milhões para conter a crise interna.
Restando seis pontos em disputa, o Atlético-GO volta suas atenções para o confronto do próximo domingo contra o Athletic-MG, em São João del-Rei, precisando transformar o ânimo resgatado no Ceará em vitória imediata para evitar a eliminação precoce na Série B.
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