Torcedores cobraram a diretoria na Serrinha e relataram falta de suprimentos no CT
A crise financeira do Goiás chegou a comprometer o fornecimento de itens básicos no centro de treinamento do clube. A situação foi relatada por representantes da torcida organizada Força Jovem após uma reunião com o presidente executivo, Munir Calixto, na sede administrativa da equipe, na Serrinha, em Goiânia. As informações são do ge.>
Além dos salários atrasados, não há previsão de pagamentos de jogadores e funcionários. Cerca de 30 torcedores participaram de uma manifestação pacífica nesta sexta-feira (6). O grupo foi recebido pelo dirigente para discutir a situação financeira e as condições de trabalho no clube. O presidente da organizada, Iron Kioma, afirmou que a falta de recursos afeta até o abastecimento de alimentos no CT.>
“Só que, no final das contas, o que nos passaram hoje é que não tem nada concreto: não tem data para pagamento de funcionários e não tem data para pagamento de jogadores. O que foi ventilado ali é que, no CT, estão faltando coisas básicas, como manteiga, fornecedor de pão. O clube hoje está literalmente às traças, não temos uma infraestrutura cabível a isso”, declarou.>
Apesar da crise financeira, o Goiás ainda tem chances de retornar à elite do futebol brasileiro em 2027. A equipe disputa uma das vagas de acesso na reta final da Série B, mas chega às duas últimas rodadas fora do G-6, grupo que garante a promoção à primeira divisão. Com 55 pontos, o Esmeraldino ocupa a sétima colocação, atrás do CRB, que tem a mesma pontuação, mas leva vantagem no saldo de gols. >
Isso dentro de um contexto em que os jogadores acumulam quatro meses de salários atrasados, incluindo vencimentos em carteira e direitos de imagem. Também há débitos referentes a premiações por vitórias e dois meses de pagamentos pendentes para funcionários administrativos. A dívida total do clube estaria próxima de R$ 12 milhões, segundo dirigentes ouvidos pela reportagem.>
Durante o protesto, os torcedores evitaram hostilizar atletas e integrantes da comissão técnica. As cobranças foram direcionadas à gestão executiva do Goiás. Apesar da crise nos bastidores, o time segue na disputa por uma vaga na Série A do Campeonato Brasileiro.>


