Em agosto, a juíza mandou o São Paulo pagar em 15 dias e reconheceu, em análise preliminar, a “probabilidade do direito” do Boavista. Negou, porém, o pedido de bloqueio de cotas da CBF e da Federação Paulista e de direitos de TV do clube, por não ver risco de dilapidação patrimonial.
Na defesa, apresentada em setembro, o São Paulo não nega a dívida nem contesta o valor.
O clube argumenta que a Justiça comum não pode julgar o caso, que deveria ir à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, por força do estatuto da entidade.
O Boavista respondeu nesta semana que a cobrança é puramente financeira e que o contrato entre os clubes, assinado em 2024, elege expressamente a Justiça de São Paulo para resolver disputas. O processo aguarda decisão.
A relação entre os clubes em torno de Lucas dos Santos Ferreira, nascido em 2006 e formado em Cotia, começou em julho de 2021. Naquele ano, o São Paulo cedeu 35% dos direitos do então juvenil ao Boavista, que na época se chamava Esporte Clube Barreira.
Em 13 de dezembro de 2024, o São Paulo recomprou 15%, por R$ 600 mil, divididos em dez parcelas de R$ 60 mil. O Boavista ficou com 20% do “montante líquido” de uma futura venda. O contrato foi assinado pelo então presidente Julio Casares, pelo diretor financeiro Sérgio Pimenta, pelo então diretor de futebol Carlos Belmonte e pelo então diretor da base Douglas Schwartzmann.

