A preocupação, segundo o dirigente, era com o tempo que as equipes poderiam passar sem disputar competições de alto nível. A permanência do impasse prolongaria as restrições do calendário, com reflexos para jogadores de diferentes categorias.
O Corinthians tentou de todas as formas, mas as coisas não aconteceram. Chegou uma hora em que precisávamos tomar uma decisão. Iríamos deixar 330 atletas dois ou três anos sem jogar competições de nível alto em prol de um?.
O executivo também afirmou que o Corinthians não tentou compensar o afastamento buscando jogadores de outros clubes. Mesmo depois de perder atletas para rivais, o dirigente manteve a posição de não contratar jogadores de outras equipes sem um entendimento prévio.
Pegaram alguns jogadores nossos, e isso era normal porque estávamos fora do movimento. Eu também poderia ter feito isso, mas sempre briguei para não tirar jogador dos outros. Não posso mudar porque pegaram um meu. É o meu modo de pensar
Procurado pelo UOL, o representante do atleta, Manoel Barboza, mencionou uma entrevista concedida ao “ge”, em janeiro, em que acusou João Paulo Sampaio, diretor das categorias de base do Palmeiras e integrante do conselho de ética do MCF, justamente por ausência de ética. De acordo com o emprésario, não houve retorno de Sampaio após diversas tentativas de contato.
Manoel, por sua vez, optou por não dar novas declarações sobre o caso ao UOL.


