Por Matheus Braga
· 3 min de leitura
A dolorosa derrota por 1 a 0 para o Novorizontino no Antônio Accioly deixou cicatrizes profundas no Atlético-GO. Além de derrubar a equipe para a 8ª colocação da Série B (estacionada nos 54 pontos) e tirar o clube do G-6 a apenas três rodadas do fim, o revés evidenciou a frustração da comissão técnica com a repetição de desatenções que custaram caro na tabela.
Em tom de desabafo após o apito final, o técnico Roger Silva expôs a dor de ver a vaga escapar por descuidos pontuais, mas garantiu que o elenco mantém forças para buscar a reação imediata. Para o treinador, a visita à Arena Castelão na próxima rodada ganhou contornos de decisão definitiva: uma derrota coloca um ponto final antecipado no sonho do acesso à Série A.

O que disse Roger Silva sobre os erros e o confronto no Castelão?
Ao avaliar o cenário dramático da reta final, o comandante rubro-negro não escondeu o incômodo com as falhas que custaram a permanência no grupo classificatório:
— A gente fica triste porque parece tão palpável, parece que está tão na nossa mão, e aí escapa por falhas individuais. Nós ainda temos nossa chance e podemos responder. Esse jogo contra o Fortaleza vale muito e vamos fazer de tudo para fazer um grande jogo no Castelão, porque não temos margem para erro. Uma derrota lá e nós sabemos que nossas chances ficam praticamente nulas — declarou Roger Silva.
Por que a 36ª rodada é a decisão do ano para o Atlético-GO?

O encontro entre cearenses e goianos, agendado para a próxima segunda-feira (2 de novembro), às 16h, na Arena Castelão, reúne ingredientes de alta tensão:
- Tabela estrangulada: Ultrapassado por Sport e CRB, o Dragão já não depende exclusivamente das próprias forças e precisa pontuar fora de Goiânia para não se distanciar matematicamente do pelotão de frente.
- Adversário direto: O Fortaleza figura entre os postulantes ao acesso e também joga suas pretensões de topo de tabela diante da torcida tricolor, tornando o confronto um autêntico duelo de seis pontos.
- Eficácia obrigatória: Sem vitórias há quatro rodadas na Série B, o Atlético-GO terá de corrigir a falta de contundência ofensiva e estancar os erros defensivos para arrancar um triunfo improvável longe de seus domínios.
A semana de preparação em Campinas será de cobrança interna máxima para transformar a frustração em combustível competitivo, encarando os 90 minutos em Fortaleza como a última fronteira pela sobrevivência na Série B de 2026.
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