Três credores disputam o valor recebido pelo Figueirense, um deles outro clube, o Athletico Paranaense. A decisão passa por dois contratos que o Palmeiras descreveu à Justiça, mas não anexou, alegando confidencialidade: um de janeiro de 2019, com a Figueirense Ltda., e outro de maio de 2025, com a Figueirense SAF e o jogador.
A dívida
Em 2018, o fundo Sport Partners emprestou R$ 3 milhões à Figueirense Ltda. Em garantia, recebeu todas as receitas do futebol do clube, inclusive a venda de atletas. O empréstimo não foi pago. Em 2022, o crédito foi vendido à M&F Investimentos, que hoje cobra R$ 36,6 milhões. A SAF contesta o valor.
Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça paulista incluiu a associação e a SAF como devedoras. Segundo o acórdão, a SAF herdou a garantia dada em 2018.
Em 25 de agosto, um dia depois de o Palmeiras aceitar a proposta do City, a M&F conseguiu penhorar a parte do Figueirense na venda. O Palmeiras informou que receberá 37,4 milhões (R$ 210 milhões) em quatro parcelas anuais. Ao Figueirense cabem 10% do valor líquido, mais um bônus de R$ 750 mil.
Além da M&F, o Athletico Paranaense também reivindica o dinheiro. Em abril, o Figueirense deu ao clube paranaense recebíveis de Allan como garantia de uma dívida de R$ 7,4 milhões. O contrato foi registrado em julho, antes da penhora.


