O apelido veio por causa da origem do meu sobrenome e porque muitas pessoas tinham dificuldade em pronunciá-lo. Por isso era mais fácil me chamar de ‘Vasco’. A família do meu pai, Arruabarrena, era de Gipuzkoa. Quem emigrou foi meu bisavô, que ‘atravessou o Atlântico’ por motivos de trabalho, segundo nossa avó. Não temos muitos dados a mais. Rodolfo Arruabarrena, ao site Euskal Kultura, em 2018
Apesar da relação com o País Basco, Arruabarrena nasceu na Argentina, na cidade de Marcos Paz. Ele herdou seu sobrenome do pai, mas também poderia ter usado outra nomenclatura de origem basca: “Haristeguy”, que vem do lado materno.
Ao longo das carreiras como técnico e jogador, Arruabarrena passou pela Espanha, mas nunca defendeu um time do País Basco — Athletic Bilbao e Real Sociedad são os principais. Entre 2000 e 2007, ele defendeu as cores do Villarreal como lateral. Na versão treinador, não passou por solo espanhol ainda.
Sucesso no Boca Juniors
Arruabarrena comanda o Boca Juniors pela segunda vez na carreira. Na primeira passagem, entre 2014 e 2016, levou o time a um título do Campeonato Argentina e uma conquista da Copa da Argentina.
“El Vasco” é o rosto principal de uma arrancada na atual temporada. Antes da chegada dele, no começo de julho, o Boca Juniors havia sido eliminado na fase de grupos da Libertadores (até por isso foi parar na Sul-Americana). De lá para cá, a equipe eliminou O’Higgins, Recoleta e São Paulo para chegar à semi contra o Vasco.


