Por Matheus Braga
· 3 min de leitura
O Goiás enfrenta uma grave crise financeira às vésperas de um confronto decisivo pela Série B do Campeonato Brasileiro. O presidente interino do clube, Munir Calixto Júnior, reconheceu que ainda não existe previsão para quitar os salários atrasados de jogadores e funcionários. A situação provocou paralisação de treinamentos, protestos de torcedores e aumentou a preocupação com os bastidores da equipe, que enfrenta a Ponte Preta neste domingo (8), às 19h15, na Serrinha, em Goiânia.

Em entrevista ao jornal O Popular, o dirigente admitiu as dificuldades enfrentadas pela administração para regularizar os pagamentos. A diretoria trabalha na tentativa de conseguir um empréstimo de R$ 11,4 milhões, considerado fundamental para reduzir as pendências financeiras acumuladas ao longo dos últimos meses.
O que o presidente do Goiás disse sobre os atrasos?
Ao ser questionado sobre quando os pagamentos serão realizados, Munir Calixto Júnior não apresentou uma data e reconheceu que a falta de recursos impede uma solução imediata para os problemas financeiros do clube.
“É difícil. Quando você não tem dinheiro, é difícil”, afirmou o presidente interino.
Segundo o dirigente, o Goiás já encaminhou ao banco toda a documentação necessária para a contratação do financiamento, incluindo uma nota promissória. Entretanto, a instituição financeira ainda não confirmou a liberação dos recursos, mantendo a diretoria sem condições de estabelecer um prazo para regularizar as pendências.

Qual é o tamanho da dívida com jogadores e funcionários?
O elenco esmeraldino acumula três meses de salários registrados em carteira e outras três parcelas de direitos de imagem em atraso. As pendências devem completar quatro meses nesta segunda-feira (9), ampliando a insatisfação entre os profissionais envolvidos na disputa da Série B.
Além dos vencimentos, o Goiás também possui sete premiações por resultados, conhecidas como “bichos”, ainda não pagas. Cada parcela corresponde a R$ 155 mil, totalizando R$ 1,085 milhão em compromissos pendentes apenas nessa modalidade.
A crise também atinge funcionários de outros departamentos. Nesse caso, os atrasos chegaram a um mês de salário e devem completar dois meses na segunda-feira, demonstrando que as dificuldades financeiras ultrapassam o departamento de futebol.

Enquanto tenta solucionar os problemas administrativos, o Goiás precisa manter a concentração dentro de campo. A equipe recebe a Ponte Preta em um compromisso importante para suas pretensões de acesso à Série A, em meio à pressão por resultados e à cobrança dos profissionais por uma definição sobre os pagamentos.
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