O Spotify registrou receita de 4,97 bilhões de euros (R$ 28,1 bilhões) no terceiro trimestre de 2026, avanço de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das assinaturas Premium e pela recuperação da publicidade. Em câmbio constante, a alta do faturamento foi de 14%.
O lucro operacional chegou a 672 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões), crescimento de 15% na comparação anual. A margem operacional ficou em 13,5%, enquanto a margem bruta atingiu 33%, um recorde para terceiros trimestres, com avanço de 1,36 ponto percentual em um ano.
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Já o lucro líquido caiu para 518 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões), ante 899 milhões de euros no terceiro trimestre de 2025. O lucro diluído por ação recuou de 3,28 euros para 2,48 euros.
Usuários e assinaturas
A base global alcançou 788 milhões de usuários ativos mensais, crescimento de 11% em 12 meses. A plataforma adicionou 11 milhões de usuários em relação ao segundo trimestre, em linha com sua projeção.
Os assinantes Premium chegaram a 306 milhões, alta anual de 9%, após a entrada líquida de 6 milhões de assinantes no trimestre. O resultado superou em 1 milhão a previsão da empresa. A América Latina esteve entre as regiões que contribuíram para o avanço.
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O número de usuários da modalidade gratuita com anúncios aumentou 12%, para 499 milhões. O crescimento da audiência ocorreu em todas as regiões acompanhadas pela companhia.
Receita Premium e publicidade
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A receita com assinaturas Premium somou 4,49 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões), alta anual de 17%. A receita média mensal por assinante chegou a 4,95 euros (R$ 28,02), avanço de 9,3%, favorecido pelos reajustes de preços.
A publicidade gerou 482 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), crescimento de 10%. O resultado foi apoiado por maior volume de anúncios em música, patrocínios em podcasts e expansão dos canais automatizados de venda.
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Apesar do crescimento das receitas, as despesas operacionais aumentaram 26%, para 967 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões). A companhia citou investimentos em marketing, computação em nuvem e inteligência artificial.
Caixa, produtos e projeções
O fluxo de caixa livre foi de 735 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões), queda de 9% em relação ao ano anterior. Nos últimos 12 meses, o indicador acumulou 3,2 bilhões de euros (R$ 18,1 bilhões), e a empresa encerrou setembro com 9,9 bilhões de euros (R$ 56 bilhões) em caixa e aplicações de curto prazo.
No campo de produtos, o Spotify anunciou a expansão dos audiolivros de 22 para mais de 180 mercados até o fim de 2026, com acesso a mais de 350 mil títulos em mais de 120 idiomas. A empresa também ampliou para o Brasil o programa de monetização de podcasts destinado a criadores elegíveis.
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Para o quarto trimestre, o Spotify projeta 818 milhões de usuários ativos mensais e 316 milhões de assinantes Premium. A previsão inclui receita de 5,2 bilhões de euros (R$ 29,4 bilhões), margem bruta de 33,8% e lucro operacional de 820 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões).
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