O Spotify começou a liberar nesta terça-feira, 20 de outubro, o Memberships, assinatura voltada a podcasts que permite cobrar por conteúdos e vantagens exclusivas. A distribuição inicial cobre 34 mercados, e o Brasil não aparece na primeira lista.
A proposta inclui material extra em vídeo e áudio, lançamentos antes do público geral, arquivo de programas anteriores e menos intervalos comerciais. A cobrança é concluída no navegador, não dentro do app; após a confirmação, o conteúdo exclusivo aparece no serviço.
Cada podcaster pode criar pacotes próprios, com valores e benefícios definidos por ele. A ferramenta reúne indicadores de adesão, períodos de teste, ações promocionais e envio de contatos, desde que o membro autorize. Quem assina ganha selo ao comentar. A plataforma destina 90% do valor arrecadado aos responsáveis pelo programa, quantia que se soma a ganhos com publicidade, patrocínios e ao Spotify Partner Program.
Para entrar, o programa precisa estar hospedado no Spotify for Creators ou no Megaphone, ter no mínimo três episódios, 100 pessoas entre ouvintes e espectadores e cem horas de uso no serviço durante 30 dias. A iniciativa integra a estratégia da empresa de ampliar formas de monetização e crescer no podcast em vídeo, segmento em que concorre com o YouTube. O recurso foi antecipado no Investor Day de maio de 2026, quando a companhia também divulgou recursos de IA voltados a episódios e à gestão de patrocínios. Você pode acompanhar as análises, lançamentos e principais novidades sobre tecnologia em tempo real aqui na SpaceMoney.


