O Spotify retirou mais de 50 milhões de faixas de spam geradas por IA do seu sistema de recomendações nos últimos seis meses.
A limpeza junta-se a uma vaga anterior em que a plataforma eliminou 75 milhões de faixas por violações graves das suas políticas.

Spotify usa comportamento de skips, metadados e nova etiqueta AI Persona para manter música sintética fora das recomendações
Em vez de depender apenas de software de deteção automática, o Spotify passou a analisar como os ouvintes reagem à música.
As faixas constantemente ignoradas, silenciadas ou saltadas coincidiam quase sempre com spam produzido em massa por IA. Ao cruzar estes hábitos com padrões de carregamento das contas, metadados e ferramentas externas de deteção, a plataforma atualizou o motor de recomendações para filtrar áudio de baixa qualidade.
A medida protege também os músicos reais. Segundo o CEO da Beatdapp, Morgan Hayduk, inundar os catálogos com faixas sintéticas aumenta o total de reproduções e reduz o valor disponível para pagar aos artistas humanos.


Os artistas virtuais criados por IA passam a ter uma etiqueta AI Persona, que os exclui automaticamente das recomendações algorítmicas, a menos que o ouvinte siga explicitamente o perfil.
Para proteger contra falsificações de identidade, o Spotify está a testar uma funcionalidade que permite a artistas verificados rever qualquer faixa nova carregada em seu nome antes de ser publicada. A secção de créditos foi também alargada para que os artistas possam partilhar, de forma voluntária, quando e como usaram ferramentas de IA.
O Spotify não é o único a agir. Tidal, Apple Music e YouTube Music introduziram sistemas de etiquetagem semelhantes e o Tidal cortou por completo a monetização de faixas totalmente sintéticas.
As faixas sinalizadas continuam a existir no Spotify e podem ser encontradas através de pesquisa direta, mas ficam fora das rádios automáticas. A empresa admite que quem produz este tipo de conteúdo vai continuar a mudar de tática.
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