A decisão praticamente encerra uma discussão que dura semanas. O Vasco solicitou a utilização do Maracanã após a Conmebol barrar a possibilidade do jogo ser em São Januário por causa da capacidade mínima de 30 mil lugares exigida.
O consórcio Fla-Flu agiu para evitar que o jogo fosse para o Maracanã. Após idas e vindas nas instâncias judiciais, o TJRJ determinou que o duelo acontecesse no estádio. O Vasco, inclusive, teve apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro para conseguir a liberação.
Existia a possibilidade de o jogo parar no Paraguai caso houvesse nova mudança no caso. Pedrinho, presidente do Vasco, falou em “covardia” e criticou o consórcio Fla-Flu após a ida ao STJ.
Eu só pedi por que eu sou proibido e não cumpro alguns critérios da Conmebol. Eu solicito o Maracanã, o consórcio, com antecedência. E muitas vezes o presidente do Flamengo diz que não reconhece o contrato sendo que foi assinado pela dupla Fla-Flu, só não foi o consórcio. Eu acho que é uma covardia com a instituição, uma covardia com a competição, o Vasco vai jogar fora do país e fora do estado se isso acontecer (recorrerem novamente a decisão). Pelo bom senso, poderia ter tido a gentileza, a gente sabe que um jogo não estragaria o gramado. Pedrinho, antes de Boca Juniors 0 x 1 Vasco
José Boto, dirigente do Flamengo, demonstrou preocupação com a possibilidade de o jogo ser no Maracanã. “A questão do Vasco eu deixo para a diretoria e para o presidente. É óbvio que nos preocupa o gramado e um pouco o fato de eu preparar uma casa, pagar por ela, e outra pessoa usar para fazer uma festa”, disse.
Vasco e Boca Juniors entram em campo na próxima terça-feira, às 21h30 (de Brasília). Todos os ingressos estão vendidos para a partida. O clube carioca pode até empatar para avançar à final após vencer por 1 a 0 na ida, em Buenos Aires.


