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Caiado defende maior autonomia dos estados na Segurança Pública

Cidade FM . Cidade FM
1 de novembro de 2024
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Caiado defende maior autonomia dos estados na Segurança Pública

Caiado defende maior autonomia dos estados na Segurança Pública
Caiado cita avanços da Segurança Pública em Goiás, com redução significativa da criminalidade, uma vez que exemplo a ser seguido (Fotos: Júnior Guimarães)

O governador Ronaldo Caiado demonstrou insatisfação com as propostas apresentadas pelo governo federalista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada em reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com governadores na tarde desta quinta-feira (31/10), em Brasília.

Posteriormente ouvir a proposta, apresentada pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, Caiado defendeu que a União e o Congresso Vernáculo deveriam aprimorar a legislação para dar mais liberdade aos estados para atuarem na segurança pública.

A principal demanda do governador em relação à PEC é de que a novidade legislação dê mais liberdade para que as unidades da federação possam legislar sobre a gestão penitenciária.

“Presidente, faça a PEC e transfira a cada governador a regalia de legislar sobre aquilo que é legislação penal e penitenciária. A nossa proposta é que esse texto dê aos estados essa regalia para que possamos finalizar com o transgressão no país”, enfatizou o gestor goiano.

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Caiado destacou que o governo federalista deveria observar casos de sucesso no combate à criminalidade para que o protótipo pudesse ser replicado em outros territórios, e citou o exemplo de Goiás, que registrou queda significativa nos índices de criminalidade no comparativo de 2018 a 2024 (Fotos: Júnior Guimarães)

Para o governador, a legislação penal e a legislação penitenciária deveriam constar na Proposta de Emenda à Constituição.

“Precisamos encarar esse tópico com a seriedade que ele merece. Temos de tomar consciência de que, ou nós vamos enfrentar o transgressão no país para valer, ou logo o transgressão vai tomar conta dos estados e do país”, disse.

“Precisamos ter muita humildade para buscar experiências práticas que realmente funcionem para o combate ao transgressão”.

Caiado frisou ainda que cada estado possui peculiaridades em relação à segurança pública e que o governo federalista e o Congresso Nacional têm de servir uma vez que um ponto de esteio aos entes federados, e não ditar regras para atuação.

Segundo o gestor, ocorre uma “inversão completa que não dá para concordar”, tendo em vista que a PEC sobrepõe a legislação dos estados.

“Não é uma regra única que vai deliberar o que será o melhor para todos os estados da federação. Esse engessamento não vai dar perceptível”, sublinhou.

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Segundo o dirigente do Executivo goiano, ocorre uma “inversão completa que não dá para concordar”, tendo em vista que a PEC se sobrepõe à legislação dos estados (Fotos: Júnior Guimarães)

Durante sua fala, Caiado pontuou também a premência de o governo federalista realizar uma política internacional visando o combate ao tráfico de drogas com os países que fazem fronteira com o Brasil, além da demanda de instalação de satélites que possam calcular os limites do país.

Comentou ainda sobre a crescente atuação de facções criminosas no Brasil, que estão utilizando empresas nas áreas de saúde e limpeza urbana, além de postos de combustíveis e usinas de álcool e açúcar, para lavar moeda.

“Eles estão avançando até mesmo no Poder Judiciário, Ministério Público, nas polícias e nos partidos políticos”, frisou.

Segurança em Goiás

Caiado destacou que, desde o início de seu governo, a prioridade sempre foi a segurança pública, com investimentos massivos em estrutura, pessoal, armamentos, viaturas e capacitação.

“Se um estado não tem segurança pública, não tem governabilidade, não existe estado democrático de recta e não tem cidadania”, reforçou, ao referir a subida qualificação dos batalhões especializados do estado e o trabalho de lucidez e cooperação entre diferentes forças.

“Temos um altíssimo poder combativo, mais de milénio homens na extensão da lucidez. Convivemos harmonicamente e com ações interligadas e integradas com as polícias Federalista e Rodoviária Federalista”, comentou.

O governador destacou ainda que o governo federalista deveria observar casos de sucesso no combate à criminalidade para que o protótipo pudesse ser replicado em outros territórios, e citou o exemplo de Goiás, que registrou queda significativa nos índices de criminalidade no comparativo entre 2018 e 2024.

É o caso dos roubos a veículos, que apresentou redução de 93,18% no período, indumentária que Caiado atribui à atuação firme das forças de segurança goianas.

“Quando colocamos regras nas penitenciárias de Goiás, o transgressão acabou. Não existe mais o escritório do transgressão lá dentro”, enalteceu.

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Segundo o presidente Lula, “o transgressão organizado está envolvido em todos os setores da sociedade, inclusive a nível internacional”. Ele reforça que a discussão da PEC procura uma proposta definitiva no combate a esse tipo de transgressão (Fotos: Júnior Guimarães)

Reunião

Durante a reunião, realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula destacou que a PEC não poderia ser enviada ao Congresso Vernáculo antes de ser debatida com governadores e representantes dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, tanto da União, quanto de estados e municípios.

Segundo Lula, “o transgressão organizado é uma organização criminosa que está envolvida em todos os setores da sociedade, inclusive a nível internacional”.

“Estamos dispostos a discutir a PEC para que possamos apresentar uma proposta definitiva para o combate a esse tipo de transgressão”, explicou o presidente.

O ministro Lewandowski apresentou a governadores e vice-governadores o projeto de mudanças no regime de segurança pública do país.

Participaram também ministros de estado, prefeitos, secretários de segurança pública e representantes de órgãos brasileiros, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça, Controladoria Universal da República, Ministério Público Federalista, Suprema Namoro, entre outros.

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